O corpo que habito

O corpo que habito

Eu sinto as dores dele.
Pelo corpo inteiro, aquela dor excruciante não se ausenta.

Percebi em meio aos meus devaneios de noites de insônia, o quanto me cansa habitar essa pele.

O quão doloroso é, as vezes até torturante.

Sigo nesse joguete de lá pra cá, cá pra lá, a sociedade me diz uma coisa, meu corpo diz outra.

Qual caminho devo escolher?

Posso escolher a sociedade, que me pede perfeição a todo custo, ao invés de me ver como ser humano, ou escolho meu corpo, que insiste em dizer “há algo errado aqui e ali”.

Mas, o que é que está errado? eu pergunto.

O corpo que habito responde sempre com indiretas, as dores, quase que indecifráveis, mas doloridas.

Parece ser de propósito, mas foi a maneira que ele descobriu como comunicar-se comigo.

E ultimamente, por mais angustiante seja ouvir algumas verdades, tenho as escutado.”

—-
Fotografia e texto: Bru Medeiros

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